Constantemente nos deparamos com os noticiários que mostram policiais ou militares, quase sempre em maior número, tentando imobilizar sem muita habilidade indivíduos transgressores. E nos perg
untamos: — Como é possível que vários policiais, teoricamente capacitados, não conseguirem imobilizar esse homem?
Recentemente vimos mais uma tragédia em rede nacional e com todos os requintes de sensacionalismo da mídia televisiva, em que vários policiais militares, levaram alguns minutos para imobilizar um assassino já desarmado, sem a técnica adequada. E esse não é um caso isolado, estatisticamente acontecem fatos como este diariamente em nosso país.
Nas ruas dos grandes centros como a cidade do Rio de Janeiro os “flagras” de cinegrafistas amadores são constates, hoje todos os celulares tem câmeras e é só a policia chegar e a oportunidade favorecer uma filmagem para algum popular ou equipe de TV registrarem em detalhes todos os desmandos e atropelos de policiais militares, civis ou guardas municipais tentando, sem a técnica adequada, imobilizar um infrator.
Especialistas em artes marciais, consultores de segurança ou meros “embusteiros” tentam indicar “essa” ou “aquela” técnica como a melhor. Interessante é que muitos desses especialistas não são militares ou policiais e o mais contundente: nunca tiveram que imobilizar ninguém em situação de risco real de vida. É certo que há civis militantes da matéria, mais teoria é teoria e prática é prática.
Hoje a maior parte dos cursos de formação policial tem uma carga horária reduzida e em muitos estados não passam de 50 horas aulas sendo que o módulo de defesa pessoal e imobilizações é só uma pequena parte do programa do módulo. Quem tem um mínimo de noção em técnicas de imobilizações sabe que não se consegue especializar ninguém nem se às 50 horas fossem só de imobilizações.
Desde que começamos a ser procurados por Unidades de Operações Especiais para ensinar combate com facas, arremessos de facas em combate, retenções, desarmes de armas de fogo curtas e longas, demos sempre uma atenção especial para as técnicas de imobilizações, já que, se fazem necessárias para os chamados, (CNC) Conflitos Não Convencionais, no qual fazem parte: os seqüestros de elementos inimigos, retomadas e aprisionamentos para interrogatório com foco na coleta de um ou mais indivíduos em terreno hostil para obter informações.
Veja matéria completa na edição 22 da Fighter Magazine.